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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Priapismo: Tudo que não teve coragem de perguntar


Priapismo trata-se da ereção involuntária dolorosa e persistente do pênis, associado ou não ao estímulo sexual. Esta complicação urológica aguda foi descrita pela primeira vez no ano de 1934, em pacientes com doença falciforme.

Estudos têm demonstrado que aproximadamente 30% a 45% dos pacientes com doença falciforme relatam pelo menos um episódio de priapismo. O primeiro pode ocorrer na primeira década de vida, embora seja mais frequente após os 12 anos de idade, e dos pacientes que apresentam essa complicação, cerca de 90% são portadores da anemia falciforme.
Os episódios dessa afecção ocorrem mais comumente no período noturno, apresentando duração bastante variável (de minutos a horas), podendo ocorrer por vários dias, semanas ou meses. Existem alguns fatores que podem induzir a esses episódios, como o ato sexual, masturbação e a ingestão de bebidas alcoólicas, todavia, o fator precipitante mais frequente é a ereção noturna espontânea.
Existem dois tipos principais de priapismo, são eles:
  • Isquêmico (baixo fluxo ou veno-oclusivo): é o mais frequente, apresenta múltiplas causas, e está associado à diminuição do retorno venoso, havendo estase vascular, resultando em isquemia tecidual. A ereção normalmente é dolorosa e a gasometria dos corpos cavernosos evidencia acidose metabólica, com reduzida concentração de oxigênio. Quando o sangue dos corpos cavernosos é aspirado, apresenta coloração vermelho escura.
  • Não-isquêmico (alto fluxo ou arterial): é menos comum e é caracterizado pela elevação do fluxo arterial, na presença do retorno venoso normal, com aumento da pressão parcial do oxigênio. É comum haver o relato antecedente de trauma perineal ou peniano. A ereção é indolor, e o sangue dos corpos cavernosos, quando aspirado, apresenta coloração vermelho-clara. A gasometria dos corpos cavernosos é do tipo arterial, sem acidose ou hipoxemia.
O diagnóstico é feito com base no histórico e exame clínico; a gasometria dos corpos cavernosos também é importante. Caso a gasometria seja indicativa de priapismo isquêmico, o hemograma com contagem de plaquetas, para rastreamento para leucemias e plaquetocitose, e testes para a detecção de anemia falciforme podem auxiliar na conduta.
A ultra-sonografia com Doppler do pênis pode mostrar sinais de fístula artério-cavernosa e um aumento de fluxo nas artérias cavernosas, quando se trata do priapismo não-isquêmico. No priapismo isquêmico, o fluxo das artérias cavernosas encontra-se reduzido.
O exame de arteriografia é indicado apenas no momento da realização da embolização seletiva, nos casos de priapismo não-isquêmico.
A afecção em questão, na maioria das vezes, necessita de um atendimento médico urgente, sendo que o objetivo do tratamento é esvaziar os corpos cavernosos intumescidos, aliviar a dor do paciente, e prevenir a impotência definitiva.
No caso do priapismo isquêmico, o tratamento medicamentoso sempre deve preceder o tratamento cirúrgico. O primeiro deve iniciar-se com o esvaziamento por punção, seguido ou não de lavagem dos corpos cavernosos com soro fisiológico. Se o priapismo não for solucionado, segue-se o tratamento medicamentoso intracavernoso. Já o tratamento cirúrgico objetiva estabelecer fístulas entre os corpos cavernosos e esponjosos.
Quando se tratar de priapismo não-isquêmico, a punção dos corpos cavernosos apresenta caráter meramente diagnóstico, não sendo indicado o esvaziamento e a lavagem dos corpos cavernosos. Este tipo não requer tratamento imediato e pode ter resolução espontânea. O tratamento de eleição é a embolização da artéria lesada, utilizando-se material não permanente, como por exemplo, coágulo autólogo ou gel absorvível.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Priapismo
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?345
http://www.scielo.br/pdf/rbhh/v24n2/a11v24n2.pdf
http://www.projetodiretrizes.org.br/6_volume/35-Priapismo.pdf
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4483&ReturnCatID=1746
http://www.manualmerck.net/?id=255&cn=1985


PRIAPISMO
O que é?
É uma ereção persistente (mais de 4 horas), freqüentemente dolorosa, desencadeada ou não pela atividade sexual. O nome priapismo vem da mitologia grega na qual Príapo, filho de Afrodite, era conhecido pelo seu falo longo e ereto. É uma emergência urológica!
A sua ocorrencia é baixa: 1,5 casos por 100000 habitantes por ano. Em homens acima dos 40 anos, a incidência aumenta para 2,9 por 100000 habitantes por ano.
Como se desenvolve?
O priapismo pode ocorrer em qualquer idade. Na adolescência está muitas vezes associado à doenças do sangue, como a leucemia e anemia falciforme. Nas demais idades, geralmente é idiopática (sem causa específica). Nos idosos pode estar associada a neoplasias. Vários fatores estão relacionados como possíveis causadores de priapismo: abuso de álcool ou drogas, traumas genitais, doenças inflamatórias. A causa idiopática (desconhecida) é a mais freqüente. A utilização de drogas injetadas diretamente no pênis (no corpo cavernoso) a fim de provocar ereções tem aumentado a freqüência de priapismos. Dentre essas drogas, a que causa mais priapismo é a papaverina.
O que se sente?
O paciente queixa-se de uma ereção que não regride e é acompanhada geralmente de dor.
Como o médico faz o diagnóstico?
O diagnóstico é simples baseado na história do paciente. Ao exame físico, nota-se uma ereção do pênis sem a participação da glande ("cabeça" do pênis) e dos corpos esponjosos (tecido que envolve a uretra). Logo, se trata de uma ereção dos corpos cavernosos exclusivamente.
Como se trata?
Existem dois tipos de priapismo. O priapismo de baixo fluxo (venoclusivo), mais frequente. Está associado à diminuição do retorno venoso. É doloroso devido à má oxigenação do pênis. O outro tipo é o de alto fluxo (arterial), menos frequente. É indolor e geralmente causado por trauma peniano.
Através da análise do sangue coletado do pênis diretamente (gasometria dos corpos cavernosos) tem-se uma diretriz para o tratamento, que pode se constituir em:
aspiração do corpo cavernoso (drenagem)
aspiração do corpo cavernoso com injeção de drogas vasoativas (vasoconstritores)
aspiração e lavagem do corpo cavernoso
tratamento cirúrgico (a fim de criar comunicações entre o corpo cavernoso e corpo esponjoso)
Nos casos em que não há resolução do priapismo ou que este permaneceu várias horas sem tratamento, ocorre a fibrose dos corpos cavernosos com comprometimento futuro das ereções. A única solução é a prótese peniana.
Como se previne?
Como na maioria das situações o priapismo é idiopático, fica difícil a prevenção. Os pacientes que usam drogas intracavernosas para promover a ereção devem ser alertados para o risco de priapismo. Se a ereção perdurar por mais de 2-3 horas após a aplicação da droga, um serviço de emergência ou um urologista deve ser procurado. Nos casos em que o priapismo é ocasionado por drogas via oral, estas deverão ser evitadas. Para pacientes com doenças sanguíneas, a hidratação, oxigenação, alcalinização, transfusões e outras alternativas mais específicas são necessárias.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
O que causa essa doença?
É transmissível?
Pode causar câncer?
Pode causar impotência? Posso ter relações sexuais? 
Minha fonte: InfoEscola - ABC da Saúde




AVISO: As informações contidas neste texto são apenas para referência, não devendo ser usadas para automedicação ou autodiagnóstico. Se você estiver com algum problema de saúde, procure um médico.


Vídeo do you-tube: O que é Priapismo?





Depoimentos na net


Sofro de Priapismo


Pergunta: “Sofro de uma disfunção erétil chamada de “Priapismo”: Meu membro
fica horas e horas no mais absoluto estado de rigidez, o que me traz
constrangimento pois o mesmo é o que podemos chamar de “avantajado”, apesar de eu ser
caucasiano, o que é bem incomum.

O fato é que além de grande o bicho é duro, e não tem mulher que
aguente o mesmo! Não consigo manter um relacionamento estável, pois além
do mais, meu porte atlético me permite ficar horas em coito contínuo. Gozo
pelo menos umas 4, 5 vezes por noite.

Sou bonito (assim elas dizem), tenho bom papo e dinheiro não me falta, porém sou extremamente infeliz devidos às circunstãncias. Por favor, me ajude, estou desesperado…”
- Marco
Caro Marco,
você conhecer o nome de seu problema já é um ótimo sinal. Assumo que tenha procurado um Urologista ou ao menos conversado com um amigo sobre o assunto. Essa condição, que pode surgir em qualquer idade, é caracterizada por uma ereção que persiste por mais de 4 horas, geralmente acompanhada de dor ou sensibilidade.
Ih, XXX

Além disso, existem dois tipos de priapismo, o “recorrente” e o pós-traumático. Não existem medidas preventivas, já que as causas são inúmeras e, muitas vezes, completamente misteriosas.

As causas do priapismo pós-traumático:

- Idiopático, significa causa desconhecida (32% dos casos)
- Abuso de álcool ou medicamentos (20%)
- Múltiplos fatores (12%)
- Trauma perineal (10%)
- Distúrbios inflamatórios do trato geniturinário (8%)
- Outras causas: Doença tromboembólica sistêmica, Doença Drepanocítica, Linfomas, Leucemia, Câncer vesical, Câncer prostático, Metástases (comprometendo estruturas locais).
Nessa situação, o sangue simplesmente não consegue deixar o pênis. O corpo do pênis fica entumescido enquanto a galnde(cabeça) continua com tamanho normal. O paciente deve procurar um hospital o quanto antes, onde será realizado um procedimento de emergência para desentumecer o membro rebelde. Quanto maior a demora, maiores as chances de sequelas permanentes, incluindo impotência.
Marcos, como você não alega sentir dor, seu caso é o priapismo recorrente, que é um bocado incomum. O sangue é bombeado para seu pênis num turbilhão de grande volume e velocidade, mas o escoamento é lento. E isso gera o estado de ereção prolongada. Como não há deficiência de chegada de sangue às fibras sensitivas do pênis, geralmente não há dor.
Em sua situação, o tratamento terá como objetivo diminuir o fluxo arterial para o pênis. Há opções terapêuticas ou cirúrgicas. E ambas têm obtido consideráveis avanços recentemente. Portanto, recomendo procurar um ou mais urologistas e conversar com eles sobre o que pode ser feito. Não adie, é seu corpo que está em jogo.
Links sobre o assunto:
Espaço Real Médico
Dr. Love, consultor amoroso e cachorrão nas horas vagas
Visite a nova sessão Dr. Love em nosso fórum e dê sua opinião! As perguntas não-respondidas vão para lá. =D

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